Hoje, 1 de agosto, era a data indicada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para o início de um novo pacote de tarifas de importação, em níveis inferiores aos atuais. Isso, porém, não vai acontecer: na madrugada desta sexta-feira, Trump assinou uma ordem executiva que empurra a aplicação das novas tarifas para o dia 7 de agosto.
Por que Trump adiou as novas tarifas
O adiamento de uma semana, segundo a justificativa apresentada, serve para que o calendário tarifário seja atualizado. A medida ocorre enquanto a Casa Branca segue usando a ameaça de tarifas como ferramenta de pressão nas negociações comerciais em andamento.
Vale lembrar que Trump havia prometido aplicar tarifas de até 30% sobre produtos provenientes da União Europeia e do México já a partir desta sexta-feira.
Até aqui, o presidente norte-americano já tinha postergado a entrada em vigor das tarifas em várias ocasiões, com o argumento de dar mais tempo para que parceiros comerciais fechassem acordos. Alguns deles, como o Japão e a própria União Europeia, conseguiram evitar o cenário mais pesado.
Acordo provisório entre EUA e União Europeia
No começo desta semana, Bruxelas e Washington chegaram a um acordo comercial provisório que prevê tarifas de 15% sobre a maior parte dos produtos europeus, incluindo os automóveis. Para Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, essas novas tarifas têm justamente o objetivo de evitar a imposição de taxas ainda mais severas.
Embora a tarifa negociada continue sendo seis vezes maior do que a antiga alíquota-base de 2,5%, a expectativa era de que ela começasse a valer ainda nesta semana. Com a assinatura da nova ordem executiva, porém, a aplicação deve ficar para a próxima quinta-feira.
Países mais afetados
Entre os países mais impactados pelas novas medidas tarifárias estão o Brasil, com tarifas de 50% sobre suas exportações, e o Canadá, que pode ver as taxas sobre seus produtos subirem de 25% para 35%.
No caso do Canadá, a Casa Branca aponta como justificativa o suposto tráfico de fentanil. Segundo Trump, o país não está fazendo o suficiente “para travar este fenómeno”.
Outros países atingidos incluem a Suíça, com tarifas de 39%, a Índia com 25% e Taiwan com 20%.
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