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Trump elogia Lula da Silva após reunião na Casa Branca

Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva se cumprimentam em reunião oficial, com bandeiras dos EUA e Brasil ao fundo.

Trump elogia Lula da Silva e cita tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira o presidente brasileiro, Lula da Silva, chamou-o de "muito dinâmico" e afirmou que a conversa entre os dois foi positiva.

"Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico Presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas", escreveu Trump em sua rede social.

"A reunião foi muito boa. Os Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário", completou.

Comitiva brasileira e bastidores do telefonema

Lula da Silva chegou a Washington na noite de quarta-feira acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, do ministro da Fazenda (Finanças), Dario Durigan, do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias.

Também integraram a comitiva o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

De acordo com a imprensa brasileira, Trump telefonou para Lula da Silva na última sexta-feira, e os dois tiveram uma conversa de 40 minutos que autoridades do Palácio do Planalto classificaram como "amistosa".

Segundo relatos de pessoas que acompanharam a ligação e descreveram o diálogo à imprensa local, o momento de maior destaque teria sido quando o presidente dos EUA disse "i love you" (eu amo você) a Lula da Silva.

Crime organizado, soberania e críticas de Lula da Silva

O líder de esquerda afirmou que o Brasil está aberto a formar um "grupo forte" com todos os países da América Latina para enfrentar o crime organizado e criticou o que definiu como "hegemonia" de um país sobre outro.

"Eu falei ao Presidente Trump: 'muitas vezes, os Estados Unidos falavam em combater o crime organizado, a questão das drogas, tentando ter base militar dento dos outros países'", disse em uma coletiva de imprensa em Washington.

"Quando na verdade, para você fazer com que os outros países deixem de plantar e fabricar o que a chama de drogas, é preciso criar alternativa econômicas pra estes países (...) Nós temos que incentivar a plantar a outras coisas e comprar", enfatizou.

O chefe do Executivo brasileiro declarou ainda que "parte das armas que chegam no Brasil saem dos Estados Unidos" e que há lavagem de dinheiro feita nos EUA.

"O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo sobre qualquer assunto. Não tem assunto proibido. A única coisa que não vamos abrir mão é da nossa democracia e da nossa soberania", afirmou.

Encontro na Casa Branca e repercussão nas redes

O encontro entre os dois líderes ocorre após um ano marcado por tensão, em meio à política de tarifas dos EUA sobre o Brasil e a atritos diplomáticos entre os dois países.

Conforme a programação, os presidentes participaram de uma reunião bilateral no Salão Oval, na Casa Branca, e depois tiveram um almoço de trabalho.

Tanto Trump quanto Lula da Silva publicaram fotos do encontro nas redes sociais, o que afastou a hipótese de um encontro tenso entre os dois chefes de Estado.

"Reunião muito produtiva com o Presidente dos Estados Unidos, na Casa Branca", diz a legenda de uma foto divulgada por Lula da Silva, em que ambos aparecem sorrindo para as câmeras e apertando as mãos.

O governo brasileiro também usou as redes sociais para comentar a reunião entre Lula e Trump, com a legenda "Diálogo e respeito".

"Brasil e EUA sempre foram parceiros e mantêm uma relação de amizade e respeito há mais de 200 anos. O encontro entre os chefes de Estado durou mais de três horas, durante as quais eles trataram de temas importantes para os dois países e para o mundo", afirmou a mensagem.

Ainda nesta quinta-feira, Lula da Silva tem prevista uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, antes de retornar a Brasília.

Atualizado às 21:50

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